Agora dorme.
Deita sua mão no meu peito que, eu lhe protegendo, você me nina também. Aproveita o amor que paira, o conforto calmo e a vontade passada. Toda a minha extensão repousada. Aproveita. Deita.
Fecha os olhos feito neve, sente a superfície clara e leve. Sonha e me leva. Me mostra direito até onde o sentimento se eleva.
Entende de vez que dá certo. Tranqüiliza essa expressão na face e assume, com um aperto forte da sua mão na minha pele, que é sua a permissão. Relaxa, enfim. E dorme.
Aproxima um pouco mais e se desliga. Porque se você, que pode, não fizer, não é justo que eu, sozinho, consiga.
(por Renan Ramiro)Marcadores: Brisa na Janela |