| O Homem Vento |
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| quarta-feira, agosto 02, 2006 |
| Extra-terrestre |
Eu me lembro de quando era bem menino e morava numa cidade de interior bem remota. Em um fim de tarde, eu estava passando por um dos campos e sem querer avistei um vulto muito brilhante. Estava próximo, de certa forma, mas eu tive que caminhar além das árvores para me certificar do que era.
A luz vinha de um prisma retangular de pontas arredondadas, mas trazia a sua frente algo mais curioso. Um ser sem nenhum brilho físico, mas que brilhava de alguma forma pra mim. Parecia um humano, mas também um peixe. Eu não quis correr porque aquilo, por mais assustador que fosse, me fez sentir bem.
Ouvi um barulho atrás de mim, muito grande. Provavelmente não era só eu quem tinha visto aquele clarão. Depois de passos, ouvi gritos. Mas eu não entrei em pânico, sentia uma paz imensa. E vários minutos se passaram enquanto eu via aquela cena, aquele ser olhando pra mim com um brilho incerto, até parecia sorrir. E os gritos, diante do sorriso metafísico que não sei explicar, ficaram mais amenos pouco antes de soar um som alto e surdo, o tiro de uma espingarda. Um tiro vindo da multidão.
A paz que eu sentia se transformou numa normalidade pesada. Em outras palavras, tudo ao voltou normal, mas o normal não parecia uma coisa boa. Eu não consegui ver a expressão que o ser fez ao receber o tiro, mas pude ver a imagem dele e do seu transporte em forma de prisma mesclarem com o céu e com as colinas que existiam na paisagem fazendo com que, em poucos segundos, eles não estivessem mais lá. Não tinha mais prisma, não tinha mais ser diferente. Só tinha o campo escuro.
Naquela noite todos comentavam sobre o acontecimento, falavam sobre guerra entre dois mundos, enquanto eu guardava comigo a plena certeza de que se algo tem inteligência o bastante para chegar em outro planeta, esse algo também tem inteligência para não querer a guerra, mas sim, a paz. Nem todo mundo que não viu acreditou na história, claro. Mas foi depois daquele dia que minha cidade deixou de ser remota e passou a ser conhecida como uma "cidade mal-assombrada por ET's". Me pus a pensar: tentamos de tantas formas visitar outros planetas, mas nunca conseguimos sair da nossa encubada guerra interna.
(por Renan Ramiro)Marcadores: Calafrio |
Soprou O Incrível Cabeça de Vento @ 8/02/2006 03:16:00 PM
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| O Homem Vento |
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Quem? Renan Ramiro.
Onde? Atmosfera.
Rapaz de estilo urbano, num tema me-vê-uma-goiaba. Arrisca uns rabiscos, coloca aqui. Apaixonado por música, por amigos e tem um coração de fácil acesso, embora não saiba classificar tal característica como boa ou ruim. Lê de vez em quando, é vegetariano e gosta de filmes que mostram o mundo de uma forma que as pessoas não estão habituadas a vê-lo. Ainda vive.
Algo mais?
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| Outros Ares |
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5x Aaahhh:
Ah! como é dificil suspirar por aqui!
hahaha ;)
texto...emocionante.. mas eu naum queria q o ser tivesse levado um tiro...pobrezinho!
enfim.. agora q issoe stá consertado, eu comentarei várias vezes!
palavra de honra!
hehehe abraçossss!
Rafa, homem de terra! [???] auhuaha
Incrível como as pessoas são idiotas!
Ao mesmo tempo que elas me deixam feliz, me enojam e isso é verdade.
Renê... gostei tanto do "Extra-terrestre". Uma crítica que todos deviam ler!
Bjo!!!
editado hoje.
Olá!
É a Talitta,amiga da Marie e do Rafa.
A Mah me mando o link do seu blog,desse texto,precisamente.
O texto é realmente bom,muito bem escrito e com uma história extremamente criativa..
Você é um ótimo escritor,Ramiro!
Suspirei,literalmente..hahaha
Beijos e abraços!
Sabe... gostei!
Uma boa reflexão, e bem escrita!
Quem sabe quando a paz prevalecer, o ser humano não consiga visitar outros planetas...
Bêijoo
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